O auge e o declínio da Civilização Maia

0

A Civilização Maia é tida como uma das maiores e mais importantes civilizações da antiguidade. Seu desaparecimento tem sido um mistério para historiadores e pesquisadores de todas as partes do mundo.

Os Maias se estabeleceram no período pré-clássico (1000 a.C a 250 d.C). As cidades alcançaram o auge do desenvolvimento durante o período clássico (entre 250 d.C a 900 d.C) e continuaram a se desenvolver durante o período pós clássico.

Os Maias eram sinônimo desenvolvimento

No auge do desenvolvimento e prosperidade, as cidades Maias eram densamente povoadas. Em termos de conhecimento e avanços elas estavam à frente dos povos da Europa.

O povo Maia fazia parte da cultura mesoamericana pré-colombiana e é considerado uma das civilizações com maior desenvolvimento do mundo antigo.

Indícios apontam que a Civilização Maia desenvolveu seu próprio sistema matemático e já dominava o conceito do número zero.

Os Maias também possuíam um calendário complexo para a orientação do tempo e estações do ano, o que contribuiu para o desenvolvimento da agricultura.

A escrita e a epigrafia também estavam presentes na Civilização Maia. Nos tempos áureos de desenvolvimento, essa civilização abrigava mais de 40 cidades.

Essas cidades estavam espalhadas pela área onde atualmente está a Península de Yucatán, que engloba parte de Honduras, Guatemala e Belize e uma área de Chiapas, que pertence ao México.

Os resquícios da Civilização Maia

Ainda hoje é possível encontrar diversos resquícios da Civilização Maia que sobreviveram ao tempo.

Monumentos construídos nesse período podem ser vistos em Honduras, Guatemala, Belize, El Salvador e México.

Nos monumentos de pedra é possível observar detalhes da história da Civilização Maia e o modo de vida desse povo.

O fim da Civilização Maia

Algumas teorias em torno do declínio e extinção da Civilização Maia foram formuladas.

Uma delas sugere que por volta do século IX, a Civilização Maia teria entrado em colapso e a população saído em grande número dos centros urbanos. A razão desse colapso pode ter sido a escassez de alimentos, guerras, super população ou mudanças climáticas.

Outra hipótese é de que os Maias teriam sido afetados por uma seca extrema, que fez com que a população se dispersasse em busca de melhores condições de vida. Essa é a teoria mais aceita.

A grande seca que atingiu Civilização Maia

O cientista norte-americano Douglas Kennett fez uma descoberta definitiva em relação ao fim da Civilização Maia.

Kennett mediu o número de isótopos de oxigênio de uma estalagmite retirada da gruta de Yok Balum, em Belize. A estalagmite de 56 centímetros, estava situava em uma área próxima aos grandes centros Maia.

Os átomos de oxigênio se acumularam na gruta a partir da água da chuva e, com isso, foram incorporados nas estalagmites, que crescem lentamente (em torno de 6 a 25 milímetros por século).

A quantificação desses átomos tornou possível fazer a diferenciação dos períodos de muita chuva e épocas de seca extrema.

O cientista descobriu que após um período de chuvas constantes, os Maias sofreram quatro séculos de seca, com episódios de seca extrema.

Os períodos de chuva estavam relacionados ao desenvolvimento agrícola, o desenvolvimento das cidades e a expansão populacional.

Ao fazer o cruzamento dessas informações com os dados gravados em monumentos de pedras, o cientista concluiu que a Civilização Maia não resistiu às mudanças extremas de clima.

Com as grandes secas, os Maias ficaram vulneráveis aos colonizadores espanhóis, que chegaram na região por volta do século XVI. Este foi o fim de uma das mais desenvolvidas e complexas civilizações antigas.

Deixe Um Comentário