Casos de mediunidade manifestados na infância

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A mediunidade trata da comunicação com espíritos de pessoas que já morreram. O maior representante e estudioso desse tema é Allan Kardec (1804-1869), que foi o fundador da Doutrina Espírita.

Kardec defini como médiuns as pessoas que sentem em qualquer grau a influência dos espíritos. Neste sentido, os médiuns seriam porta-vozes de um mudo que as pessoas querem que exista, pois a ciência não consegue satisfazer certas necessidades emocionais.

A seguir, conheça alguns grandes influenciadores da Doutrina Espirita que tiveram sua mediunidade manifestada ainda na infância:

1. Yvonne do Amaral Pereira

Yvonne do Amaral Pereira nasceu em 1900 em Valença, no Rio de Janeiro e é uma das médiuns brasileiras mais respeitadas.

Sua mediunidade se manifestou quando ela tinha somente 29 dias de vida quando foi dada como morta após ficar cerca de seis horas sem pulsação. Enquanto estava sendo velada, ela despertou em estado de catalepsia.

Até mesmo antes de começar a falar, Yvonne já tinha visões de espíritos e por anos os considerava como sua família e até mesmo rejeitava os próprios pais. Aos 8 anos, ela foi novamente dada como morta e os ataques de letargia se repetiram ao longo de sua vida.

Em uma dessas experiência de quase morte, a médium relatou que reviveu o suicídio que cometeu em uma vida passada, no século XIX, em Portugal.

Yvonne dedicou mais de cinquenta e quatro anos às curas através de passes, preces e receituário homeopático. Era assistida por Espíritos como os de Bezerra de Menezes, Roberto Canallejas e Charles, que ela veio a descobrir que foi seu pai em outra vida.

A médium deixou uma vasta obra espírita, incluindo romances em que ela era a personagem. A médium morreu em 1984, aos 83 anos.

2. Edgar Cayce

Nascido em 1877, Edgar Cayce foi um paranormal norte-americano, que é considerado um dos maiores videntes da história. Ele era capaz até mesmo de fazer diagnóstico médicos à distância e ficou conhecido como “Profeta Adormecido”.

A mediunidade de Cayce se manifestou quando ele tinha somente quatro anos. Foi nesta época em que o avô faleceu e começou a se comunicar com ele.

Na escola, ele tirava péssimas notas, mas isso mudou quando ele descobriu que poderia absorver o conteúdo de um livro apenas se dormisse com a mão em cima dele.

Quando tinha 13 anos, teve a visão de um anjo que teria lhe revelado que ele tinha a missão de ajudar pessoas aflitas e doentes.

Desde muito jovem, o médium dedicou sua vida a fazer diagnósticos e curar doentes. Apesar de inúmeros casos de cura, Cayce chegou a ser acusado de charlatanismo e exercício ilegal da medicina.

3. Irmãs Fox

As Irmãs Fox foram três mulheres que fizeram bastante sucesso por conta suas ocorrências no campo da mediunidade: Leah Fox (1814-1890), Margaret Fox (1833-1893) e Katherine Fox (1837-1892).

Em 1847, quando a família Fox se mudou para Hydesville, vilarejo norte-americano localizado no estado de Nova Iorque, as irmãs passaram a ouvir barulhos pela casa. No início tiveram medo, mas depois tentaram se comunicar com o espírito, que passou a responder com batidas.

Com isso, elas descobriram a partir de batidas que correspondiam às letras do alfabeto que o espírito se tratava de Charles Rosma, um mascate que trabalhava no local e havia sido morto pelos patrões.

Por dez anos, as irmãs fizeram apresentações mediúnicas. Contudo, em 1888, as irmãs brigaram e Margaret foi a público falar que as batidas eram armações.

Algum tempo depois, elas voltaram novamente a público para dizer que as batidas eram verdade e que só haviam mentido pois estavam precisando de dinheiro e haviam oferecido US$1.500 para que elas falassem da farsa.

Anos depois, descobriram na casa em que as irmãs moravam um esqueleto concretado nas paredes da adega, que seria de Charles Rosma.

4. Elizabeth d’ Esperance

Elizabeth Hope, que ficou mais conhecida como Elizabeth d’Espérance nasceu em 1855 na Inglaterra.

Desde a infância, Elizabeth esteve acompanhada por espíritos, a quem ela descrevia como “amigos invisíveis”. Por este motivo, os médicos chegaram a diagnosticá-la como louca.

Elizabeth passou a ter visões e rezava para que isso acabasse, mas as ocorrências envolvendo espíritos só aumentavam.

Por ser filha de um comandante, quando tinha entre 13 e 14 anos foi viajar com o pai e viu um veleiro fantasma que teria atravessado o navio em que estava. A menina ficou assustada e depois muito triste por o pai e a tripulação não acreditarem nela.

Na adolescência, ela precisava fazer uma tarefa da escola e não estava conseguindo. Ao acordar, percebeu que tinha feito todo o texto durante a noite. Esta foi a sua primeira psicografia.

Ao casar, aos 19 anos, as visões continuaram. Foi mais ou menos por essa época que ela ouviu falar nas mesas girantes e no espiritismo.

Após adquirir conhecimento e a aprender a lidar com os espíritos que a atormentavam, ela passou a psicografar livros e se tronou referência no espiritismo. Elisabeth morreu em 1918.

5. Divaldo Franco

Divaldo Franco é, na atualidade, um dos maiores entusiastas vivos do espiritismo no mundo. O médium nasceu em 1927 em Feira de Santana, na Bahia, e teve sua mediunidade manifestada aos quatro anos.

Quando pequeno, Divaldo disse para a mãe que estava vendo uma mulher na sala. A mãe não viu ninguém, mas pela descrição deduziu se tratar da avó falecida, da qual ele sequer ouvira falar.

Enquanto crescia, Divaldo também teve amigos invisíveis, que eram espíritos que só ele podia ver. Um deles era o indiozinho Jaraguaçu, que aparentava ter por volta de cinco anos e vinha brincar no quintal de sua casa.

Com 17 anos, Divaldo passou por uma tragédia familiar desencadeada pela morte do irmão. Após isso, ele ficou muito doente e não conseguia mexer as pernas.

Os médicos não conseguiram identificar o que Divaldo tinha, até que uma médium, Ana Ribeiro Borges, disse que ele tinha seu irmão morto agarrado na perna. Ao passar por um tratamento espiritual, ele voltou a andar.

Esse fato foi predominante para o médium dedicar sua vida à Doutrina Espírita. Atualmente, ele tem mais de 250 livros psicografados que foram publicados até mesmo em outros idiomas. Toda a renda conseguida com a venda das obras é destinada para instituições de caridade.

Desde 1952, Divaldo fundou a Mansão do Caminho, que é uma instituição para crianças carentes que se mantém até os dias de hoje.

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