Como surgiu a lenda do lobisomem

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Um homem que se transforma em lobo nas noites de lua cheia. Esta é a lenda do lobisomem ou licantropo, um ser lendário com origem na mitologia.

A transformação do homem em monstro teve origem na obra “Metamorfoses” (8 d.C), do poeta romano Ovídio. No poema, Ovídio retrata que Licaão, rei da Arcádia, após servir carne de um escravo para Zeus, foi transformado em lobo como forma de castigo.

Existem varias versões da lenda e o nome pelo qual a criatura é chamada. Porém, é sempre sobre um homem que se transforma em lobo nas noites de lua cheia.

A lenda do lobisomem no folclore brasileiro

No Brasil, esta lenda possui diversas versões. Muitas pessoas juram já terem presenciado a transformação do monstro ou que já conviveram com uma pessoa suspeita de ser um lobisomem.

Diz uma das versões da lenda que após uma mulher ter sete filhas, se a próxima criança for do sexo masculino, ela se tornará um lobisomem quando completar 13 anos.

Uma das maneiras de identificar um lobisomem na forma humana seria por sua aparência, como pele pálida e olheiras. Além do comportamento anormal, sempre muito desconfiado.

Durante a transformação, o corpo do homem é coberto por pelos escuros, as unhas crescem na forma de garras e os dentes se tornam grandes e afiados, semelhante aos de lobos.

Após a primeira transformação, nas noites de lua cheia o monstro voltará a ressurgir, sempre na terça ou sexta-feira. A fera sairá a caça e matará de forma violenta o que atravessa seu caminho.

Algumas pessoas acreditam que a transformação do homem em fera ocorre em uma encruzilhada. É neste local também que o homem voltaria ao normal ao nascer do sol.

Segundo o folclore, para acabar com essa maldição, é preciso que alguém bata na cabeça do lobisomem com bastante força. Os lobisomens só morrem se forem atingidos no peito com uma bala de prata.

Há quem diga ainda que a transformação do homem em lobo é algo genético passado por gerações. Em algumas regiões, os moradores acreditam que a fera se transformaria em um porco ou cachorro.

As diferentes versões da lenda mostram como a popularidade da história é grande no imaginário da cultura brasileira.

Hipertricose: a síndrome do lobisomem

A hipertricose é uma mutação genética que na maioria das vezes é hereditária. Logo na infância a síndrome é percebida, pois possui como característica principal o crescimento anormal de pelos por todo o corpo, com exceção das palmas das mãos e plantas dos pés.

Apesar de terem o corpo coberto de pelos, as pessoas com essa síndrome não possuem outra alteração na saúde.

Esta síndrome é raríssima. Para se ter uma ideia, desde a Idade Média apenas 50 casos de hipertricose foram registrados.

Por ser uma condição rara e assustadora, os portadores dessa síndrome eram tratados como aberrações e exibidos em circos e parques de atrações.

Um caso muito famoso é o de Terife, uma ilha pertencente à Espanha, em que um portador da doença era exibido como atração por sua própria família, no Castelo de Ambras, na Áustria.

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