Compreendendo a Experiência de Quase Morte

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A Experiência de Quase Morte (EQM) ocorre quando a pessoa é considerada clinicamente morta, mas se recupera. Nesses casos, é comum a pessoa relatar visões de seu espirito fora do corpo.

Em 1896, o epistemólogo e psicólogo francês Victor Egger definiu essa experiência como um conjunto de visões e sensações. Essas sensações estariam associadas a uma situação de morte envolvendo uma grave doença ou um acidente.

O assunto é objeto de pesquisa de filósofos, psicólogos e psiquiatras. Eles veem essa experiência como a prova do dualismo entre a mente e o cérebro, além de um impulso para o levantamento de questões sobre a vida após morte.

Experiência fora do corpo, experiência do túnel e projeção de consciência são outras denominações da EQM.

Diversos relatos com histórias semelhantes

O psiquiatra, psicólogo, parapsicólogo e filósofo norte-americano Raymond Moody estuda há mais de quatro décadas a Experiência de Quase Morte.

Ele já entrevistou milhares de pacientes em diversas partes do mundo que estavam estágio terminal e que ficaram em coma por motivo de doença, acidente ou tentativa de suicídio e que experimentaram a EQM.

Curiosamente, os pacientes relataram sensações semelhantes, como: sensação de estar flutuando, visão em 360º, ampliação dos sentidos, visão de um túnel ou uma luz forte (“experiência do túnel”), encontro com divindades e visão do próprio corpo.

De acordo com Moody, a EQM é uma forma de consciência transcendental que acomete a pessoa que está em um estado fisiológico extremo. Nessa experiência, o coração e a respiração da pessoa podem parar.

O que ocorre na Experiência de Quase Morte?

Muitas pessoas que vivenciaram a Experiência de Quase Morte relataram estar diante de um túnel ou uma luz muito forte. Há ainda aqueles que encontram familiares e amigos que já faleceram, ou ainda que revivem momentos importantes de suas vidas.

É muito comum as pessoas que voltam dessa experiência dizerem que não têm mais medo da morte. Isso porque, eles se convenceram de que a morte nada mais é do que uma transição para outra realidade.

Médicos acreditam que experiência seja apenas alucinação

A EQM só passou a ter mais notoriedade a partir da década de 1950, quando houve o crescimento e popularização da prática da ressuscitação cardiopulmonar. Após isso, o número de relatos de EQM cresceram consideravelmente.

O assunto é tratado com descrença por boa parte da comunidade médica e científica, que interpreta esses episódios como sendo apenas alucinações. Esta seria a explicação mais aceita no momento.

Apesar disso, uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup Poll, referência em pesquisa de opinião, apontou que 4% da população dos Estados Unidos (aproximadamente 8 milhões de pessoas) já passaram pela Experiência de Quase Morte.

Esta seria uma prova contundente de que não se trata de uma histeria coletiva.

O assunto abordado na literatura

Os primeiros relatos da EQM na literatura foram retratados na obra “A República“, escrita por Platão no século IV a.C.

Há também best sellers sobre o tema. Um deles é o livro “Vida Depois da Vida: A Investigação do Fenômeno de Sobrevivência à Morte Corporal” (1970) e “A Luz do Além” (1988), de Raymond Moody, que, como vimos é referência no assunto.

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