A lenda do navio fantasma Holandês Voador

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O Holandês Voador (Flying Dutchman) é um lendário navio fantasma, que teria como sina vagar pelos mares até o fim dos tempos sem poder atracar em nenhum porto.

O navio é um filibote, um veleiro comum entre o final do século XVII e primeira metade do século XVIII. Este tipo de embarcação é tipicamente holandesa, sendo bastante utilizada pela Companhia Holandesa das Índias Orientais.

A lenda dessa embarcação fantasma já serviu de inspiração para produções cinematográficas. Dentre elas, as mais famosas são os filmes “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (2006) e “Piratas do Caribe: No fim do Mundo” (2007).  Nos longa-metragem, um capitão amaldiçoado tem por objetivo levar para outro mundo a alma daqueles que morrem no mar.

A lenda do navio fantasma holandês ficou bastante conhecida entre os seculos XIX e XX.

Origem da lenda do Holandês Voador

O surgimento da lenda teve origem, segundo fontes, no século XVII. Na época, o capitão holandês Bernard Fokke era conhecido por suas viagens que partiam dos Países Baixos para a Ilha de Java.

Em uma dessas expedições, o capitão teria insistido em atravessar o Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, mesmo contra a vontade de sua tripulação.

A região é conhecida por ter um clima instável e o capitão só teria conseguido conduzir o navio pelo trajeto ao fazer um pacto com o Diabo em uma aposta de jogo de dados que havia vencido usando dados viciados.

Desde então, tanto o navio, como o capitão e a tripulação teriam sido condenados a vagar eternamente pelos mares.

A primeira versão desta lenda foi divulgada na revista britânica Blackwood’s Magazine em maio de 1821. A publicação conta que em documentos antigos é possível encontrar registros reais de um navio que saiu de Amsterdã em 1680 e no Cabo da Boa Esperança se deparou com uma tormenta.

Avistar o navio holandês é mau presságio

Relatos do folclore náutico dão conta de que o navio brilha com uma luz fantasmagórica. De acordo com a lenda, encontrar-se com esse navio é considerado um sinal de má sorte.

Fala-se também que a tripulação do Holandês Voador tenta enviar mensagens para pessoas em terra ou já mortas há muito tempo.

Relatos de aparições do Holandês Voador

Houveram vários relatos sobre o tal navio, principalmente entre os séculos XIX e XX quando a lenda se tornou popular.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o contra almirante da marinha alemã, Karl Donitz, reportou algo curioso à Adolf Hitler. Ele disse que  que a tripulação de um dos submarinos teria comunicado e registrado no diário de bordo que não iria atacar Suez, um dos alvos nazistas, por ter avistado o Holandês Voador e esse ser considerado um sinal de fracasso.

Em 11 de julho de 1881, o futuro rei da Inglaterra, Jorge V, e a tripulação do navio HMS Inconstant teriam avistado o navio fantasma. O fato se deu enquanto navegavam pela Austrália e o ocorrido teria sido registrado no diário de bordo. No diário, o navio foi descrito como envolvo em uma estranha luz vermelha, semelhante a chamas.

Em 1939, um grupo de 100 nadadores que estavam descansando na Baía Falsa, na África do Sul, relatou ter visto o navio fantasma navegando no sentido contrário ao vento.

Esses são somente alguns relatos de aparições do navio fantasma holandês nos mares.

Avistamentos do navio poderiam ser uma ilusão de ótica

Muitos navegadores de todo o mundo juram ter avistado a embarcação. Entretanto, os mais céticos dizem se tratar apenas de uma ilusão de ótica conhecida como Fata Morgana.

Este seria um tipo de miragem ocasionado quando há uma inversão térmica. Isso faz com que coisas que estão ao longo do horizonte, como ilhas, icebergs e grandes embarcações, sejam avistados pelas pessoas com forma translúcida e a um nível acima de onde realmente estão.

Em certas condições, pode haver uma separação regular entre o ar frio e o ar quente perto da superfície terrestre. Por ser mais denso, o ar frio age como uma lente reflexiva e cria uma imagem invertida do objeto distante.

Ao contrário das miragens inferiores do deserto, que criam lagos e oásis na areia, as miragens superiores ocorrem no ar. Este efeito é comum ao amanhecer após um anoite fria, e é muito comum em regiões de montanhas e vales.

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