Seria possível trazer os dinossauros de volta à vida?

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Estima-se que os dinossauros viveram na Terra há mais de 200 milhões de anos. Eles se dividiam entre herbívoros, que se alimentavam de plantas e carnívoros, que se alimentavam de outros dinossauros e animais.

A extinção de praticamente todos as espécies de dinossauros ocorreu no final do período Cretáceo, há 65 milhões de anos. A catástrofe em massa foi causada por um asteroide de cerca de 10 quilômetros de diâmetro que atingiu à Terra.

O impacto do meteorito na superfície da Terra causou uma explosão, que matou de imediato um grande número de animais. Além disso, uma nuvem de poeira muito espessa se ergueu e bloqueou a entrada de luz na Terra.

Com isso, o planeta ficou extremamente frio e vivenciou um evento denominado de “inverno nuclear”.

O inverno nuclear eliminou de vez as espécies de dinossauros, restando apenas os animais que se adaptaram às baixas temperaturas. Entre esses animais estão espécies de mamíferos e dinossauros emplumados que deram origem às aves.

A partir das evidências de fósseis encontrados, os paleontólogos conseguiram identificar mais de mil espécies diferentes de dinossauros. Entre os inúmeros gêneros descobertos foram listadas espécies bípedes, quadrúpedes e voadoras.

Seria possível trazer os dinossauros de volta à vida?

Com a evolução das técnicas de clonagem, surge à dúvida se seria possível trazer os dinossauros de volta à vida.

Esta seria uma possibilidade muito remota, já que seria preciso ter o genoma completo do dinossauro além de uma espécie viva que pudesse dar à luz ao clone de dinossauro.

Isso seria muito difícil, já que em teoria uma informação genética não consegue sobreviver a 1 milhão de anos.

Para se ter uma ideia, o genoma humano demorou 13 anos para ser decodificado totalmente. Até o momento ainda não se tem tecnologia suficiente para fazer esta decodificação.

Alterar o genoma das aves poderia trazer os dinossauros de volta

As aves são descendentes dos dinossauros. A partir dos estudos dos fósseis, foi possível compreender a evolução de dinossauros como o Tyrannosaurus rex, Archaeopteryx e o Velociraptor até as aves voadoras atuais.

O Archaeopteryx, por exemplo, viveu há cerca de 150 milhões de anos e é uma prova evidente do processo de transição dos dinossauros para as aves.

Sabendo disso, a bioquímica britânica Alison Woollard, da Universidade de Oxford, publicou um artigo na revista GMA News sobre a possibilidade de reconstrução dos genomas dos dinossauros a partir da alteração do DNA de aves que vivem na Terra.

Para trazer o dinossauro de volta à vida, os cientistas teriam que fazer uma evolução invertida por meio da alteração dos genes e, dessa forma, orientar o desenvolvimento do filhote de uma ave e suas crias a fazer o caminho inverso da evolução para que a ave regredisse ao dinossauro.

As tentativas de clonagem poderiam começar com espécies que viveram há menos de 6,8 milhões de anos na Terra. Entre essas espécies, o animal mais provável a ser escolhido é o mamute.

Dessa forma, os cientistas poderiam fazer a substituição do núcleo do óvulo de um descendente do mamute, como um elefante, por exemplo, por o núcleo de uma célula do mamute.

A partir daí, a divisão celular seria induzida com eletrochoques. Se a tentativa de trazer os mamutes de volta à vida desse certo, o próximo passo, segundo a pesquisadora, seria trazer os dinossauros.

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