Técnicas bizarras para tratar de doenças mentais

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Por muito tempo, as doenças mentais foram incompreendidas e frequentemente eram atribuídas à seres sobrenaturais e possessões demoníacas.

Foram muitos os experimentos feitos com o objetivo de encontrar uma solução para os problemas da mente.

Neste contexto, os tratamentos eram extremamente abusivos e muitos pacientes até vinham a óbito.

Confira 5 técnicas bizarras usadas para o tratamento de doenças mentais:

1. Lobotomia

A lobotomia foi usada pela primeira vez em 1935 e consiste em uma intervenção cirúrgica, onde as ligações dos lobos frontais são cortadas para a comunicação com o resto do cérebro.

Este tratamento foi bastante usado entre as décadas de 1940 e 1950 em casos graves de esquizofrenia, pois esta intervenção faz com que o paciente passe a apresentar uma baixa atividade emocional.

Em 1949, o neurologista português Antônio Egas Moniz ganhou o Prêmio Nobel de Medicina pela técnica.

Entretanto, como os efeitos colaterais são irreversíveis e a pessoa fica em um estado apático, a técnica foi deixada de lado.

O avanço da indústria farmacêutica também contribuiu para que a lobotomia hoje seja considerada um tratamento ultrapassado para doenças mentais.

2. Choque insulínico

Em 1927, o psiquiatra e neurologista polonês Manfred Sakel descobriu por acidente que a insulina poderia atuar no tratamento de transtornos mentais.

Isso porque, o médico aplicou uma dose exagerada de insulina em uma paciente diabética que também sofria de transtornos mentais.

A mulher entrou em coma e quando acordou teve uma grande melhora. Assim, a técnica começou a ser usada em todo o mundo.

Entretanto, por ser um tratamento extremamente perigoso acabou ficando de lado.

3. Infecção por malária

Na década de 1920, o psiquiatra austríaco Julius Wagner-Jauregg acreditava que a febre alta em decorrência da malária poderia melhorar quadros psiquiátricos.

Assim, fez experimentos em nove de seus pacientes que tinham problemas mentais causados pela sífilis em estado avançado.

Nesses pacientes, o médico aplicou sangue injetado com o vírus da malária e isso fez com que ele ganhasse o Prêmio Nobel de medicina de 1927.

Com o avanço da indústria farmacêutica, esta técnica também entrou em desuso.

4. Trepanação

A trepanação é uma técnica que consiste em abrir um ou mais buracos no crânio usando uma broca.

A crença de que as alucinações eram causadas por demônios eram muito fortes antigamente. Dessa forma, acreditava-se que fazendo buracos na cabeça, os maus espíritos que estavam causando a doença mental poderiam sair.

Entretanto, muitas das vezes o paciente acabava morrendo por conta de perfurações mal feitas.

5. Mesmerismo

O mesmerismo foi uma técnica desenvolvida no século XVII pelo médico Franz Anton Mesmer, que usava imãs pesados no corpo dos pacientes.

O médico acreditava que as doenças psíquicas provinham do desequilíbrio dos fluxos do corpo e que os imãs seriam capazes de magnetizar esses fluxos.

A técnica não tinha nenhuma comprovação científica e, na verdade, não passava de enganação do médico.

Os pacientes apesentavam melhoras devido ao efeito placebo, que a partir da sugestão faz com que o indivíduo apresente melhoras físicas a um tratamento não eficaz.

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