Voynich: O manuscrito jamais decifrado

0

O Manuscrito Voynich foi descoberto pelo colecionador de livros raros Wilfrid M. Voynich, em 1912, na cidade de Roma e, por isso, recebeu esse nome.

O Manuscrito também é conhecido como “o livro que ninguém pode ler”. Sua origem é desconhecida e envolta em mistérios.

Não se sabe quem foi o autor e mesmo após muitas tentativas, o conteúdo jamais foi decifrado. A única coisa que se sabe é que o material foi escrito entre os séculos XV e XVI, em alguma parte da Europa Central.

Atualmente, o manuscrito está na biblioteca de livros raros Beinecke Rare Book and Manuscript, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Tentativas de decodificar o manuscrito falharam

Diversos pesquisadores de todo o mundo tentaram decodificar as 204 páginas do manuscrito usando diversas técnicas, mas o trabalho foi sem sucesso.

O material possui aproximadamente 35 mil palavras escritas em um misterioso alfabeto, que é considerado único.

Do alfabeto usado, foram reconhecidas entre 19 e 28 do que seriam possíveis letras. Mas, essas letras não possuem nenhuma ligação com os alfabetos conhecidos.

Outro fato que intriga os pesquisadores é que o manuscrito não possui erros ortográficos, que seriam evidenciados por palavras riscadas. Esta é uma característica que o difere de todos os outros manuscritos antigos encontrados.

Ilustrações do manuscrito intrigam cientistas

O manuscrito é dividido em capítulos e repleto de ilustrações. Alguns desenhos parecem abordar botânica, com desenhos de espécies que nunca foram identificadas.

Há ainda ilustrações de mulheres nuas com abdômen inchado, outras imersas em líquidos e conectadas por algo que aparentam ser tubos ou raízes.

Livro é dividido em seções

O manuscrito de Voynich é dividido em 5 seções:

Parte 1: Com ilustrações de mais de 110 plantas desconhecidas;

Parte 2: Composta por 25 diagramas que estão relacionados à astronomia e astrologia, com representações de estrelas e signos do zodíaco;

Parte 3: Diversos desenhos de mulheres, sendo que na maioria deles elas estão imersas em uma espécie de vaso;

Parte 4: Possui muitos desenhos de frascos parecidos com os usados antigamente em farmácias. Há ainda desenhos de raízes e do que se pensa ser ervas medicinais.

Parte 5: Não contém nenhuma imagem, apenas textos e segue até o final do manuscrito.

Especialista pode ter decifrado 10 palavras do manuscrito

O professor de linguística da Universidade de Bedfordshire, da Inglaterra, Stephan Bax, acredita ter conseguido decifrar dez palavras do manuscrito.

Entre as palavras decifradas estão “zimbro”, “coentro” e “heléboro”, que estavam em textos ao lado de representações de plantas.

Outra palavra que o especialista diz ter traduzido é “Touro”, que estaria escrita ao lado de uma ilustração de estrelas da constelação de Touro.

O especialista acredita que o conteúdo do manuscrito está longe de ser compreendido, mas defende a hipótese de que seja um tratado sobre a natureza.

Teorias tentam explicar a origem do manuscrito

Uma análise feita com radiações infravermelha no manuscrito revelou uma assinatura bastante apagada, mas ainda legível de Jacobri a Tepenece. A assinatura pode fazer referência ao alquimista Jacobus Horcicki, que morreu em 1622.

Jacobus recebeu o título de Tepenece apenas em 1608 e por isso, levanta-se a hipótese de que o manuscrito tenha sido criado após esse ano.

Há uma teoria que diz que o manuscrito foi escrito pelo próprio Voynich que queria ganhar dinheiro com o material.

Será que no Manuscrito de Voynich possui segredos que mudariam a história da humanidade?

O fato é que o manuscrito é considerado o mais misterioso do mundo, e a verdade por trás das informações nele contidas dificilmente será revelada um dia.

Deixe Um Comentário