Washington UFO Incident: OVNIs que sobrevoaram a Casa Branca

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Objetos Voadores Não Identificados (OVNIS) foram avistados sobrevoando a Casa Branca e outros prédios importantes, em Washington, nos Estados Unidos entre os dias 12 de julho a 29 de julho de 1952. Esses eventos tiveram muita notoriedade e ficaram conhecidos como “Washington UFO Incident“.

A aparição dos OVNIS foi considerada pelo ufólogo Curtis Peebles como o maior incidente ufológico de 1952. Isso se deve a grande quantidade de relatos de avistamento de OVNIs em uma mesma localização.

Os primeiros eventos do Washington UFO Incident

Em 19 de julho de 1952, Edward Nugent, controlador de tráfego aéreo de Washington, identificou sete objetos em seu radar. Os objetos foram localizados a aproximadamente 24 quilômetros ao sudoeste de Washington.

O mais curioso é que nenhuma aeronave conhecida estava nos céus naquele dia e pela observação. Além disso, os objetos pareciam não estar seguindo nenhuma rota de voo estabelecida.

O controlador de tráfego Harry Barnes, superior de Nugent, relatou posteriormente que percebeu estar havendo uma situação muito estranha, pois os objetos faziam trajetórias radicais no céu e nada comparada com uma aeronave comum.

Na torre de controle da Base Aérea de Andrews (localizada há cerca de 16 quilômetros do aeroporto de Washington), Howard Cocklin e Joe Zacko também tinham avistado uma luz muito brilhante pairando no céu. Esta luz teria decolado em uma velocidade inacreditável.

O mais impressionante foi que o sargento Charles Davenport, da base aérea, viu uma luz vermelha ao sul que parecia estar imóvel até fazer uma mudança brusca de altitude e direção.

Reincidência dos eventos do Washington UFO Incident

No dia 26 de julho de 1952, um piloto e uma aeromoça de um avião da National Airlines, em Washington, avistaram luzes estranhas acima do avião. Logo após o relato, o radar da Base Área de Andrews fez o rastreio dos OVNIs.

Um funcionário da base aérea relatou que esses objetos pareciam estrelas cadentes, mas não havia uma marca de passagem. Esses objetos riscavam o céu com grande intensidade.

Uma hora depois da primeira notificação das luzes, o centro de radares captou objetos voadores em todos os setores. Esses OVNIs por vezes possuíam uma trajetória lenta e em outras alcançavam velocidades de até 11.000 quilômetros por hora.

Para verificar os objetos misteriosos, aviões caças foram enviados para fazer o reconhecimento perímetro.

O Capitão John McHugo recebeu ordem de seguir o objeto que estava no radar, mas disse que não viu nada. Já o copiloto Tenente William Patterson avistou luzes brancas e tentou segui-las, mas elas e moviam rápido demais.

Na mesma noite, a estação nacional de meteorologia de Washington relatou que uma pequena inversão de temperatura estava presente sobre a cidade.

Objetos brilhantes foram vistos por outros voos civis e tanto os avistamentos como os avisos dos radares tiveram fim com o nascer do sol.

Repercussão na imprensa

Os avistamentos ganharam manchetes nas primeiras páginas do jornal.

O presidente dos Estados Unidos da época, Harry Truman, chamou o Capitão Edward J. Ruppelt, que estava supervisionando o Projeto Blue Book, que se tratava de uma investigação sobre avistamento de OVNIs em Washington.

Ruppelt disse que os avistamentos podem ter tido como causa a inversão de temperatura, que faz com que o solo esfrie rapidamente e favoreça o efeito estufa.

Este processo meteorológico pode acusar objetos nos radares. Mas, Ruppelt falou isso sem conduzir uma investigação formal ou ouvir o que tinha a dizer as testemunhas.

Uma conferência de imprensa foi feita no Pentágono no dia 29 de julho de 1952 para falar do caso. E as mudanças de temperatura foram a explicação oficial da força aérea.

Ufólogos e testemunhas oculares criticam essa versão e consideram que foi uma forma de não causar pânico e histeria em massa.

Assim, o Washington UFO Incident segue sendo um dos grandes mistérios ufológicos.

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