Assassino do Zodíaco: Um caso jamais desvendado

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O assassino do zodíaco foi um serial killer que na década de 1960 aterrorizou o norte da Califórnia, Estados Unidos.

A denominação “Zodíaco” foi adotada pelo próprio criminoso em uma carta enviada ao jornal The San Francisco Examiner, em agosto de 1969.

Durante anos o assassino enviou uma série de correspondências ameaçadoras à imprensa até 1974. Nas cartas, haviam quatro criptogramas, sendo que três deles ainda não foram identificados.

A identidade do serial killer também permanece desconhecida.

As mortes causadas pelo Assassino do Zodíaco

O Assassino do Zodíaco fez diversas vítimas, sendo quatro homes e três mulheres com idades entre 16 e 29 anos. As vítimas foram identificadas nas cidades de São Francisco, Vallejo, Benissa e Lago Berryessa (condado de Napa).

Há ainda outras mortes que são atribuídas ao serial killer, mas não há precisão do número de vítimas. A incapacidade de decifrar as cartas também é um problema que impede a chegar ao número exato.

As cartas e bilhetes enviados eram sempre cheios de crueldade. O assassino também zombava das recompensas em dinheiro oferecidas pela polícia para a sua captura.

Por conta da popularidade que o caso ganhou, algumas pessoas chegaram até mesmo a se entregar para a polícia dizendo ser o criminoso. Contudo, o verdadeiro assassino do Zodíaco nunca foi capturado.

Um retrato falado chegou a ser divulgado na época com base de informações de uma das vítimas que sobreviveu aos ataques. Em 1969, o assassino atacou a facadas um jovem casal que fazia um passeio noturno.

Cecelia Shepard não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois. Já seu namorado, Bryan Hartnell conseguiu sobreviver e fez a descrição do assassino.

Cecelia Shepard e Bryan Hartnell

A descrição foi de um homem branco, forte, cabelo curto castanho, óculos e por volta dos 30 anos. Em seus ataques, o assassino também usava uma espécie de capa.

No carro de Bryan o assassino deixou uma mensagem que continha datas de assassinatos anteriores. Esta era uma forma de comprovar a sua identidade.

As mortes do serial killer podem ser consideradas um crime perfeito, já que os crimes nunca tiveram uma solução.

A possível primeira vítima

As autoridades acreditam que a primeira vítima do Assassino do Zodíaco foi a universitária Cheri Jo Bates.

Cheri Jo Bates

Cheri foi morta próxima a biblioteca do campus em que estudava na universidade de Riverside, na Califórnia.

Enquanto ela estava na biblioteca, o assassino teria sabotado o carro da estudante, que depois de não conseguir ligar o veículo teria, possivelmente, aceitado uma carona do assassino.

A moça foi morta com diversas facadas no peito, pescoço e costas. No rosto, havia sinais de espancamento.

Os alunos relataram que viram um homem dirigindo um carro nos arredores do local do crime.

Um mês após a morte da jovem, a primeira carta foi enviada ao jornal local. Mais cartas foram enviadas também à polícia e para o pai de Cheri.

As cartas diziam que Cheri teria que morrer e que iam ocorrer ainda mais mortes.

Depois da morte de Cheri, mais mortes foram atribuídas ao Zodíaco, entre elas um casal de adolescentes em Valllejo, em 1968, e outro casal, em 1969, na mesma cidade.

Mensagens codificadas intrigaram a população e autoridades

O Assassino do Zodíaco enviou diversas cartas onde detalhava detalhes de seus crimes. O criminoso chegou até mesmo a escrever uma mensagem codificada que enviou em várias partes para diversos jornais.

O assassino dizia que se os jornais não publicassem os códigos mais pessoas iriam morrer. As cartas eram finalizadas com um símbolo que virou uma espécie de identidade do assassino.

Um professor de Salinas conseguiu decodificar algumas mensagens do assassino. Nos escritos estava revelado detalhes perturbadores da mente do serial killer, que dizia que matava porque achava divertido.

Caso foi reaberto depois de arquivado

Em 2004, o Departamento de Polícia de São Francisco decidiu por arquivar o caso do Assassino do Zodíaco como inativo. Entretanto, em março de 2007 o caso foi reaberto e assim permanece até hoje.

Em 2008, um homem da cidade de Sacramento relatou que tinha evidências de que seu padrasto seria o Assassino do Zodíaco.

O FBI examinou um capuz, faca com sangue, documentos e rolos de filme fotográfico, mas a investigação parou por falta de provas.

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