O desastre histórico do dirigível Zeppelin Hindenburg

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O dirigível Zeppelin Hindenburg ou LZ 129 Hindenburg teve seu primeiro voo em 1936 e foi usado durante 14 meses até seu fim trágico em 6 de maio de 1937.

O dirigível foi muito usado como instrumento da propaganda nazista e cruzou o Oceano Atlântico por dezessete vezes, fazendo dez viagens para os Estados Unidos e sete para o Brasil.

Como funcionava o dirigível

O dirigível alemão tinha 245 metros de comprimento e era sustentado no ar por 200 mil m³ de hidrogênio, sendo impulsionado por quatro motores Mercedes-Benz de 1200 HP.

Projeto LZ 129 Hindenburg

Usava-se o hidrogênio ao invés do hélio por conta de ser mais barato. A estrutura do dirigível era composta de uma liga metálica chamada de duralumínio. A sua cobertura era feita por uma lona de algodão com acetato-butirato de celulose e óxido de ferro com pó de alumínio.

O gigante dos céus voava por causa de suas bolsas internas que eram enchidas com gás. Quando as bolsas enchiam, o dirigível ganhava altitude podendo chegar a até 600 metros. Se as bolsas forem esvaziadas, ele se aproximava rumo ao solo.

O Zeppelin Hindenburg possuía sala de controle, quartos, salões e banheiros.

A tragédia com o dirigível Zeppelin Hindenburg

O Hindenburg era considerado um sucesso, sendo o maior dirigível em operação da sua época. Mas, a glória durou pouco, pois o meio de transporte que era o orgulho da empresa alemã explodiu após uma tentativa fracassada de pouso.

No dia da explosão, o dirigível transportava 36 passageiros, 61 tripulantes e uma cachorrinha de nome Ulla rumo à Nova Jersey, nos Estados Unidos. A viagem durou por três dias sem que houvesse nenhum incidente.

Acredita-se que a explosão foi favorecida pelo fato de o hidrogênio ser um gás inflamável. Além disso, a cobertura da lona externa do dirigível Hindenburg também era. Contudo, até hoje ninguém sabe o que realmente causou a explosão.

O governo alemão chegou a supor que a explosão poderia ser uma sabotagem para acabar com o sucesso do grande zeppelin. A explicação mais aceita, no entanto, é que o acidente foi causado por causa de uma faísca provocada por falha humana.

Uma manobra brusca antes de o dirigível pousar teria causado o rompimento dos tanques de hidrogênio. A faísca teria sido causada pela energia estática acumulada na lona por conta do atrito com o ar.

O primeiro alerta de que algo não estava bem com o Zepellin ocorreu aproximadamente 25 minutos após o início dos procedimentos de pouso.

No momento do acidente, foi notado uma grande luz na traseira do dirigível, era o incêndio começando.

Segundo testemunhas, o fogo começou muito rápido e em menos de um minuto o zeppelin foi consumido pelas chamas.

Passageiros do dirigível saltaram para a morte

As pessoas que estavam no dirigível, é claro, entraram pânico. Algumas se atiraram do zepellin e acabaram morrendo com a queda.

Quando o dirigível tocou o chão, a maioria das pessoas que ainda estavam em seu interior conseguiram sobreviver.

Ao todo, 62 pessoas conseguiram sair vivas do acidente. A cachorra Ulla foi uma das vítimas fatais.

Por conta da magnitude do acidente, considera-se que o número de sobreviventes do acidente foi alto.

A tragédia marcou o fim da era dos dirigíveis para o transporte de passageiros, já que as pessoas ficaram temerosas de utilizar esse tipo de meio de transporte.

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