Entenda como funciona o efeito placebo na medicina

0

Na medicina, o efeito placebo é descrito como uma droga ou intervenção que não tem efeito direto em doenças.

Trata-se da simulação de um remédio ou intervenção médica. Um exemplo bastante comum são as pílulas de açúcar ou de farinha, injeções de soro fisiológico e a acupuntura feita com agulhas falsas.

Tomar um copo de água para acalmar o nervoso também é um placebo bastante usado em nosso dia-a-dia. Isso porque, não há nenhuma evidência de que essa receita caseira atue sobre o nosso sistema. Mas, por acreditarmos que o líquido vai ter efeito a substância produz efeito positivo no corpo e melhora os sintomas. 

A partir da metade do século XX, pesquisadores recorrem ao placebo para testar drogas e tratamentos. Foi aí que os pesquisadores perceberam que um terço dos pacientes apresentou melhora de suas queixas quando submetidos a terapia com placebos.

Na pesquisa que avalia a eficácia dos medicamentos, o resultado é medido a partir do efeito no grupo que está tomando o remédio em comparação ao que está tomando o placebo. Se o grupo que toma o remédio apresentar melhores resultados, é sinal de que a pesquisa está sendo bem sucedida.

Placebo também pode ter efeito sobre as doenças

Novos estudos revelaram que o placebo não tem somente serventia para a pesquisa de um tratamento, mas também sobre as doenças. Um paciente pode melhorar de acordo com a atenção que recebem do médico ou a partir de pequenas intervenções.

Para se ter uma ideia, em um estudo feito em pacientes com artrose que foram submetidos a uma operação placebo, ou seja, com pequenas incisões, os resultados foram os mesmos daqueles pacientes que passaram por uma intervenção médica real.

Há, no entanto, dilemas éticos que envolvem a prescrição do tratamento placebo. Pode haver a quebra de confiança entre o médico e paciente no caso do placebo ser prescrito sem o paciente ter conhecimento. Além disso, pode ocorrer o avanço de uma doença já existente.

Por isso, o Conselho Federal de Medicina veda ao médico indicar o uso de placebo quando há um tratamento eficaz para a doença.

O placebo causa melhora real ou evolução natural da doença?

Os mais céticos dizem que a melhora pode ter relação com a evolução natural das doenças. Entretanto, há estudos das reações do placebo no cérebro.

Quando alguém toma um remédio sem efeito sem saber disso e acreditando que vai melhorar o cérebro processa esse sentimento e, a partir daí, pode influenciar outros processos do corpo, como o sistema imunológico, nervoso e endócrino.

Em resumo, ter a expectativa de melhora ou cura altera a percepção da dor, aliviando os sintomas.

O fenômeno da atenção seletiva pode ser usado para explicar essa situação. Em uma guerra, os soldados que são atingidos só começam a sentir dor no final da batalha. Isso porque a atenção deles está toda voltada para o conflito.

Esse tipo de situação acontece sempre com a gente em momentos de grande adrenalina. Muitas vezes, é possível ter cortes e só passar a sentir dor horas depois, quando os níveis de adrenalina caem.

Tomar o placebo realmente ajuda os pacientes?

De acordo com diversas pesquisas a resposta para essa pergunta é sim.

Isso porque, tomar o placebo ajuda o paciente a ter uma esperança e expectativa de melhora, já que desvia a atenção das dores, fazendo com que a atividade neural que antes estava focada na dor e/ou doença se volte para a melhora e bem-estar.

Sem contar que o placebo não vai fazer mal nenhum ao paciente. Por isso, no futuro a expectativa é que se aproveitem também o efeito terapêutico e a expectativa de melhora das pesquisas realizadas com placebo.

Compartilhe.

Sobre o Autor

Criado para Informar, entreter e divertir os leitores, o Mundo Intrigante oferece conteúdo editorial de grande valor cultural e curiosidades diversas.

Deixe Um Comentário