Jonestown: O maior suicídio coletivo da história

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No dia 18 de novembro de 1978, 918 pessoas morreram em Jonestown. As mortes foram uma mistura de suicídio coletivo com assassinato.

Jonestown ficava no meio da floresta amazônica, território da Guiana Francesa e foi uma comunidade fundada por Jim Jones, pastor e fundador do Templo Popular. Tratava-se de uma seita cristã pentecostal com orientação política socialista.

Jim Jones

A seita, que iniciou suas atividades em 1956, estava localizada no estado norte-americano de Indiana e ficou famosa por o pastor promover curas milagrosas, mas que eram verdadeiras fraudes.

Jim Jones promovia ideias de igualdade, como impor que os integrantes da seita usassem roupas modestas nos cultos e fazia caridades, como a distribuição de comida gratuita e carvão no inverno.

Essas atitudes acabaram atraindo muitos fiéis para Jonestown e também chamou atenção da imprensa de todo o mundo.

Relatos de fraudes e violências

A imprensa passou a querer saber mais sobre Jonestown após alguns ex-integrantes da seita contarem que os milagres do pastor Jones não passavam de fraudes.

Essas pessoas também falavam que na seita havia castigos violentos e treinamento de suicídio coletivo, além de terem sido forçados a doarem dinheiro e até mesmo suas casas para o templo.

O Templo foi transferido para Califórnia alguns anos após sua fundação. Um cartório de lá tinha o registro de doação de mais de 60 propriedades à seita religiosa.

Na época, estima-se que o Templo tinha mais de 10 milhões em propriedades, barras de ouro e dinheiro em contas na Suíça.

A ida para Jonestown

Os relatos de fraude e extorsão chamaram a atenção não somente da mídia, mas também do governo norte-americano.

O pastor era visto pela mídia como um ditador que se aproveitava da fé das pessoas.

A igreja acabou sendo destruída pelo governo dos Estados Unidos e, para ser esquecido pelos meios de comunicação, Jones transferiu sua comunidade para a América do Sul.

Em 1977 foi fundada a Jonestown, no noroeste da Guiana. No local haviam casas, bangalôs e plantio de vegetais para o consumo. O único meio de comunicação era a partir de um rádio.

Quase mil seguidores acompanharam Jim Jones nessa empreitada.

Relatos de castigos e mortes continuavam em Jonestown

Após cerca de um ano da fundação de Jonestown, Leo Ryan, deputado norte-americano, viajou até a comunidade acompanhado de alguns jornalistas e assessores.

Isso porque, os familiares dos seguidores que tinham acompanhado Jim Jones estavam desconfiados que algo não andava bem.

As punições severas e a implantação do regime ditatorial continuavam ocorrendo. Havia até mesmo guardas armados para impedir as fugas de quem quisesse deixar a comunidade.

Leo Ryan

Inicialmente, Ryan declarou que estava tudo certo e os seguidores de Jim Jones estavam felizes. Contudo, a declaração era apenas uma encenação.

Um dos jornalistas recebeu um bilhete com pedido de ajuda e quando a equipe iria voltar aos Estados Unidas foi impedida de sair de Jonestown por guardas armados. O deputado e mais quatro pessoas foram mortos a tiros.

Pastor ordenou o suicídio coletivo

Algumas pessoas da seita foram mortas com facadas e tiros.

Entretanto, a grande maioria bebeu, incluindo crianças, sob ordens do pastor, um ponche de frutas com cianureto. Os que se recusaram foram mortos.

Há até mesmo uma gravação de Jones no momento do massacre incentivando seus seguidores à “Revolução de morte”. “Morram com alguma dignidade, não morram em lágrimas e agonia”, o pastor falava em um trecho da gravação.

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