O que aconteceria se um asteroide atingisse a Terra?

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E se a Terra estiver na rota de colisão com um asteroide gigante? O planeta seria destruído? Este certamente é um dos grandes medos da humanidade, pois tem ligação com o provável “fim do mundo”, o que os religiosos chamam de apocalipse.

Este temor não é totalmente infundado, já que asteroides estão no espaço e podem se chocar contra a Terra.

Inclusive, a história do nosso planeta é proveniente de impactos desse tipo. Enquanto a Terra ainda estava em formação, ela era frequentemente bombardeada por corpos celestes.

Há até mesmo a suposição de que o nosso satélite, a lua, tenha se formado a partir de um desses eventos.

Asteroides cruzam a atmosfera frequentemente

De acordo com uma pesquisa da NASA, 556 asteroides atravessaram a atmosfera terrestre no período de 1994 e 2013.

Este número é considerável. No entanto, a maioria deles se deteriora, ficando em um tamanho insignificante.

Contudo, alguns causam até certo estrago, como o que ocorreu na cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013.

O asteroide se transformou em uma bola de fogo que cruzou os céus e explodiu sobre a cidade.

Ao entrar na atmosfera esse asteroide tinha cerca de 10.000 toneladas de massa e 17 metros de diâmetro e liberou energia equivalente a 500 quilotons.

Para se ter uma ideia do poder destrutivo, a bomba nuclear de Hiroshima liberou aproximadamente 13 quilotons de energia.

A maior parte do asteroide caiu no lago Chebarkul.

Em consequência do evento, cerca de 1.200 pessoas buscaram atendimento médico. A maioria devido a machucados por conta de estilhaços de vidros de janelas destruídas por conta da explosão da bola de fogo.

O asteroide também destruiu prédios e aumentou a temperatura do local. A luminosidade emitida, resultado do atrito do objeto com o ar atmosférico produziu uma luz ofuscante, que projetou sombras na cidade e foram avistadas até mesmo nas oblasts (subdivisões administrativas) russas de Sverdlovsk e Oremburgo e no país vizinho Cazaquistão.

Este foi o maior asteroide a atingir a Terra desde 1908, quando ocorreu o chamado “Evento de Tunguska”, que foi a queda de um corpo celeste em uma região da Sibéria.

O que aconteceria se um grande asteroide se chocasse com a Terra?

O Discovery Channel fez uma simulação do que iria ocorrer se um asteroide com diâmetro de 500 quilômetros de extensão se chocasse contra o Oceano Pacífico.

Seriam produzidas ondas de choque que viajam em velocidades hipersônicas. Este seria o fim da Terra, já que a força do impacto romperia completamente a crosta terrestre e os detritos seriam lançados ao espaço.

Esses detritos entrariam em uma órbita baixa e, quando caíssem, destruiriam a superfície.

Além disso, uma tempestade de fogo se espalharia pelo planeta e qualquer forma de vida seria vaporizada. Em somente um dia a Terra estaria inabitável, o verdadeiro apocalipse.

Os pesquisadores acreditam que a Terra já passou por eventos semelhantes por pelo menos seis vezes ao longo de sua história. Foi dessa forma que os dinossauros teriam sido dizimados da superfície.

Como evitar a colisão de asteroides com a Terra?

São muitas as teorias criadas para evitar a colisão de um asteroide com a Terra; que vão desde pintar a superfície do astro de preto para que o sol possa aquece-lo e desviar a sua rota, até o uso de bombas nucleares.

A hipótese mais aceita até o momento é o uso de uma nave espacial “suicida” carregada de explosivos. Inclusive, a NASA, em conjunto com a Universidade Johns Hopkins pensa em colocar esse plano em prática a partir de 2021.

A missão chamada de DART (sigla em inglês para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), terá como alvo o asteroide Didymoon, de 170 metros. O Didymoon viaja em conjunto com o asteroide Didymos, que possui 800 metros.

Será usado o conceito kinetic impactor, onde uma espaçonave com massa de 500kg será lançada contra o astro a uma velocidade de 6 km/s. Espera-se que o impacto ocorra em 2022 e cause um desvio de 0,4 mm/s na trajetória do asteroide.

Apesar de os asteroides alvo da missão não estarem em rota de colisão com a Terra, se tudo correr bem, esse mesmo conceito poderá ser utilizado no caso de uma ameaça real.

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