Sputnik V: A vacina Russa contra a COVID-19

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O governo da Rússia divulgou a aprovação da primeira vacina contra o novo coronavírus (COVID-19), batizada de Sputnik V. O país é o primeiro a fazer tal anúncio. De acordo com o presidente Vladimir Putin, a imunização em massa da população do país deve começar no mês de outubro.

A vacina recebeu essa denominação como uma forma de homenagear o primeiro satélite artificial a orbitar em volta do nosso planeta. Este satélite foi desenvolvido pela antiga União Soviética (URSS) em meados da Guerra Fria e da corrida espacial que o país travava com os Estados Unidos.

O desenvolvimento da imunização custou à Rússia cerca de quatro bilhões de rublos (aproximadamente R$ 300 milhões).

Vladimir Putin: Atual presidente da Rússia no ano de 2020
Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Eficácia da vacina Sputnik V é vista com desconfiança

Após divulgação do sucesso da Sputnik V, muitos países se mostraram interessados em obter a vacina. No Brasil esse interesse se consolidou a partir do governo do Paraná, que firmou parceria com a Rússia para o desenvolvimento da vacina.

Ainda que pareça um grande passo para o combate da pandemia que abalou o mundo, a Sputnik V é vista com ceticismo pela comunidade científica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a vacina, pois ainda não foram divulgados pelos cientistas russos os detalhes dos estudos clínicos e nem como a vacina age no sistema imunológico.

OMS ainda não recomenda o uso da vacina,Sputinik V
Cientistas russos ainda não informaram como a vacina age no sistema imunológico

Segundo a OMS há mais de 160 vacinas contra a COVID-19 sendo desenvolvidas em diferentes partes do mundo. Três dessas imunizações estão na última fase, que é a etapa em que são feitos testes clínicos. A Sputnik V estaria no fim da fase 2.

A fase 3 é dedicada para fazer a validação da eficácia e segurança. É nesse momento que a vacina é testada em um maior número de pessoas. As pessoas que recebem a vacina são monitoradas para a avaliação de possíveis efeitos colaterais e a capacidade de imunização.

As pessoas que recebem a vacina russa são monitoradas para avaliar possíveis efeitos colaterais
Pessoas que recebem a vacina são monitoradas por causa de possíveis efeitos colaterais

Foi divulgado que a vacina desenvolvida pelos cientistas russos passou pelas fases de testes entre os meses de junho e julho. Soldados russos e o diretor do projeto, o cientista Alexander Ginsburg, teriam recebido a imunização.

Contudo, devido a um período considerado curto para os testes, a comunidade científica considera que houve pressa para buscar uma solução eficiente para o novo coronavírus, o que pode fazer com que a Sputnik não seja segura.

comunidade científica considera que houve pressa em buscar solução eficiente para o novo coronavírus
Comunidade científica diz que houve pressa em buscar solução eficiente para o coronavírus

Países se empenham para dispor vacinas

Outras vacinas que já estão em estados avançados de testes são as desenvolvidas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e as dos laboratórios da China.

O governo Brasileiro firmou contrato, a partir da Fiocruz, com o laboratório de Oxford para ter acesso à fórmula e iniciar a produção da vacina, caso ela seja considerada segura e eficiente. Estima-se que a vacinação em massa comece no Brasil ainda em dezembro e se estenda por todo o primeiro semestre de 2021.

O governo de São Paulo, a partir do Instituto Butantã, também firmou acordo com a China para usufruir da vacina que está sendo desenvolvida pelos cientistas chineses.

Outras vacinas já estão em estados avançados de testes além da Sputnik v
Além da Sputnik V, outras vacinas já estão em estados avançados de testes
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