Teriam os lendários dragões realmente existido?

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Os dragões gigantes que cospem fogo estão em nosso imaginário por conta das histórias de castelos medievais, duelos, reis e princesas.

As histórias de dragões estão presentes praticamente em todas as culturas do mundo. A série Game of Thrones que terminou recentemente com um grande sucesso é a prova disso. Em países como a China e alguns da Europa o dragão faz parte do folclore.

Os dragões são descritos como animais de grande porte parecidos com os répteis como os lagartos e serpentes, tendo asas e cuspindo fogo.

A origem dos dragões no imaginário coletivo

Dragão vem do grego “drákon” que é usado para nomear uma espécie de serpente gigante.

Os primeiros registros de dragão foram encontrados por volta de 40.000 a.C na Austrália por aborígines pré-históricos.

Os dinossauros seriam os precursores dessa lenda. Os povos antigos teriam encontrado fósseis de dinossauros enterrados e criaram a representação do dragão.

As ossadas de baleia também podem ter ajudado os antigos a idealizarem os dragões.

Há evidências fósseis de que as primeiras cobras evoluíram de répteis que tinham pernas que foram encolhendo com o tempo. Essa descrição bate com o Nidhogg, um dragão presente nas lendas nórdicas e também o Python das narrativas gregas. Esses dragões viviam no subterrâneo e depois passaram a ser colocados como serpentes.

Dragão Nidhogg

Pesquisadores acreditam que os lendários monstros nunca existiram

Um dos indícios que fazem com que os pesquisadores acreditem que os dragões das narrativas nunca existiram é porque eles possuem braços e asas, o que, de acordo com eles, não haveria a menor possibilidade de um vertebrado ter as duas estruturas.

O tamanho é outro fator. Por eles serem gigantes e de terem um corpo logicamente pesado seria impossível as asas suportarem esse peso e fazer eles voarem.

Os dragões que existem na natureza

Os dragões dos livros de conto de fadas não existem. Mas, há espécies que se assemelham ao descrito nas lendas.

Um deles é o lagarto que recebeu o nome de Draco. Eles não conseguem voar como os dragões, mas são capazes de planar por conta de suas costelas longas e separadas umas das outras. Essa anatomia faz com que o corpo deles se mova como um leque.

Lagarto Draco

Se ele está a uma determinada altura e precisa fugir de um predador ele abre o seu leque e plana para longe. Há mais de 40 espécies desse lagarto-dragão.

Outro dragão que realmente existe é o dragão-de-komodo; um réptil carnívoro que pode chegar ao tamanho de um crocodilo. O animal ganhou esse nome por se assemelhar aos seres mitológicos.

Dragão-de-Komodo

Esses dragões vivem nas Ilhas de Komodo, Gili, Rinca, Montagu e Flores, na Indonésia. É a maior espécie de lagarto conhecida, podendo atingir entre 2 a 3 metros de comprimento e 40 cm de altura. Os animais maiores chegam a pesar mais de 160 kg. Eles foram descobertos por cientistas do ocidente em 1910. As características e reputação de feroz fazem com que eles sejam frequentemente exibidos em zoológicos.

Na natureza, devido a ação humana, eles são considerados uma espécie vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). Esses animais estão protegidos pela lei da Indonésia e o Parque Nacional de Komodo foi criado para ajudar na preservação da espécie.

Parque Nacional de Komodo na Indonésia
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