A verdadeira história por trás da lenda dos gênios

0

Na religião muçulmana e pré-islâmica os gênios (jinni) são tidos como entidades sobrenaturais que estão em um mundo intermediários, entre os anjos e humanos.

O gênio pode ser associado tanto ao bem quanto ao mal. Cabe à essa entidade ser responsável por reger o destino de uma pessoa ou também ser uma identidade de proteção, já que também é associado a um espírito protetor.

A origem dos gênios

Segundo a mitologia, os gênios foram criados muito antes de Adão e detinham uma posição elevada no paraíso, semelhante aos anjos.

Mas, quando Deus criou o Adão, os gênios se recusaram a se curvar à nova criatura. Por conta desse mal comportamento, eles foram expulsos do paraíso. A partir daí, se transformaram em seres perversos e astuciosos.

Em culturas antigas do Oriente Médio qualquer espírito inferior a um deus é nomeado de gênio. Essa entidade é associada com frequência à elementos da natureza, das artes e também a coisas nem tão boas, como os vícios.

As características dos jinni

Segundo a mitologia, os gênios adotaram como lar as Montanhas Káf, que de acordo com a mitologia circundam o mundo.

Conta a lenda que os gênios são feitos de fogo e ar e podem assumir qualquer forma, inclusive a humana.

Por isso eles podem habitar qualquer lugar inanimado, como pedras, garrafas, lamparinas, árvores, anéis, isqueiros e ruínas.

Os gênios são considerados inferiores aos anjos caídos. Contudo, ainda assim são extremamente espertos e poderosos.

Por conta disso, eles são associados a pedidos e à sorte. Mas, se o pedido não for bem pensado, a pessoa pode acabar caindo em uma armadilha e perdendo tudo.

O gênio da lâmpada de Aladdin: O mais famoso da ficção

Acredita-se que a origem do gênio da lâmpada, tal qual associamos hoje, tenha surgido na tradução de “O Livro das Mil e Uma Noites”, que é uma coleção de histórias e contos originárias do sul da Ásia e do Médio Oriente. Este material foi compilado em língua árabe a partir do século IX.

Este é um dos contos mais famosos da coletânea árabe As Mil e Uma Noites. A história acrescentada na coletânea pelo francês Antoine Galland, que foi responsável pela tradução do livro que popularizou a obra no Ocidente.

Antoine Galland

De acordo com Galland, foi um contador de histórias chamado Hanna Diab que narrou o conto de Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa, em 1709.

Somente no século XVIII foi que a narrativa passou a fazer parte dos manuscritos árabes do “Livro das Mil e Uma Noite”.

No conto, um mago pede a Aladdin, filho de um alfaiate para o ajudar a encontrar uma lâmpada maravilhosa, que é uma lamparina que tinha um gênio dentro.

Cena do filme Aladdin (2019)

O gênio seria capaz de realizar qualquer desejo. Acidentalmente, Aladdin esfrega a lâmpada e o gênio concede a ele três pedidos. O primeiro pedido de Aladim é ser príncipe e desposar a princesa, filha de um sultão. A partir desse desejo, ele passa a ser governante do reino.

O mais conhecido gênio da atualidade é o do conto de origem árabe conhecido como “Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa”.

Filme: Aladdin (2019)
Compartilhe.

Sobre o Autor

Criado para Informar, entreter e divertir os leitores, o Mundo Intrigante oferece conteúdo editorial de grande valor cultural e curiosidades diversas.

Deixe Um Comentário